O bem-estar comum garante a unidade; decidimos em consciência coletiva; queremos nos manter sóbrios; somos autônomos, independentes e autossuficientes; rejeitamos doações e controvérsias; colocamos o anonimato e os princípios acima da personalidade; levamos a mensagem por atração e não promoção.
1. Nosso bem-estar comum deve estar em primeiro lugar; a recuperação individual depende da unidade de A.A.
Sem unidade A.A. morrerá. Liberdade Individual e, não obstante, uma grande unidade. A chave do paradoxo: a vida de cada A.A. depende da obediência a princípios espirituais. O Grupo precisa sobreviver; caso contrário, não sobreviverá o indivíduo. O bem-estar comum vem em primeiro lugar. A melhor forma de viver e trabalhar juntos como Grupos.

2. Para nosso propósito de Grupo, há somente uma autoridade suprema – um Deus amantíssimo que Se manifesta em nossa consciência de Grupo. Nossos líderes são apenas servidores de confiança; não governam.
De onde recebe A.A. a sua direção? A única autoridade em A.A. é um Deus amantíssimo que Se manifesta através da consciência do Grupo. A formação de um Grupo. As dores resultantes do crescimento. Os comitês rotativos são constituídos de servidores de Grupos. Os líderes não governam; eles servem apenas. Será que A.A. tem uma verdadeira liderança? Os “velhos mentores” e os “velhos resmungões”. Manifesta-se a consciência do Grupo.

3. O único requisito para ser membro de A.A., é o desejo de parar de beber.
A intolerância inicial estava baseada no medo. Privar qualquer alcoólico da oportunidade de experimentar A.A. significa, às vezes, pronunciar a sua sentença de morte. Regulamentos de ingresso abandonados. Dois exemplos de experiência. Qualquer alcoólico torna-se membro de A.A. quando ele assim se declara.

4. Cada grupo deve ser autônomo, salvo em assuntos que digam respeito a outros grupos ou a A.A. em seu conjunto.
Cada Grupo cuida de suas próprias atividades à sua maneira, salvo quando A.A. em seu conjunto esteja ameaçado. É perigosa tamanha liberdade? O Grupo, tanto quanto o indivíduo, é finalmente obrigado a aderir a princípios que garantam a sobrevivência. Dois avisos de tempestade – um Grupo não deve fazer nada que possa ferir A.A. em seu conjunto, nem se filiar a entidades alheias. Um exemplo, o “Centro de A.A.” que fracassou.

5. Cada grupo é animado por um único propósito primordial – o de transmitir sua mensagem ao alcoólico que ainda sofre.
É melhor fazer uma coisa bem feita do que muitas mal feitas. A vida da nossa Irmandade depende deste princípio. A capacidade de cada A.A. de se identificar com o recém-chegado e de proporcionar-lhe a recuperação é uma dádiva de Deus… passar essa dádiva a outros é a nossa única finalidade. Não se consegue manter a sobriedade sem passá-la adiante.

6. Nenhum grupo de A.A. deverá jamais emprestar o nome de A.A., endossar ou financiar qualquer sociedade ou empreendimento alheio à Irmandade, a fim de que problemas de dinheiro, propriedade e prestígio não nos afastem do nosso objetivo primordial.
A experiência provou que não podíamos sancionar qualquer empreendimento, por melhor que fosse. Não podíamos representar todas as coisas para todos os homens. Percebemos que não podíamos emprestar o nome de A.A. a nenhuma atividade alheia.

7. Todos os grupos de A.A. deverão ser totalmente autossuficientes, rejeitando quaisquer doações de fora.
Nenhuma outra tradição de A.A. nasceu tão dolorosamente como esta. No início, a pobreza coletiva foi uma necessidade. O medo de sermos explorados. A necessidade de separar o espiritual do material. A decisão de sustentar-nos com as contribuições voluntárias de A.A. apenas. Atribuição da responsabilidade de sustentar a sede de A.A. diretamente aos membros de A.A. A política da sede é a de ter apenas o dinheiro necessário para garantir o funcionamento e uma reserva prudente.

8. Alcoólicos Anônimos deverá manter-se sempre não profissional, embora nossos centros de serviços possam contratar funcionários especializados.
Não se pode misturar dinheiro com o Décimo Segundo Passo. Uma linha de separação entre o trabalho voluntário de Décimo Segundo Passo e os serviços pagos. A.A. não poderia funcionar sem empregados em tempo integral. Trabalhadores profissionais não são AAs profissionais. Relações de A.A. com a indústria, educação, etc. O trabalho do Décimo Segundo Passo nunca é pago, mas aqueles que trabalham para nós merecem o que ganham.

9. A.A., como tal, jamais deverá ser organizado; podemos, porém, criar juntas ou comitês de serviço diretamente responsáveis perante aqueles a quem prestam serviços.
Juntas e comitês de serviços. A Conferência de Serviços Gerais, a Junta de Serviços Gerais e os comitês de Grupo não podem baixar diretrizes aos membros ou Grupos de A.A. Aos AAs nada se impõe – individual ou coletivamente. A ausência de imposição funciona porque, a não ser que cada AA siga os passos para a recuperação, ele assinará sua própria sentença de morte. A mesma condição se aplica aos Grupos. O sofrimento e o amor são os disciplinadores em A.A. A diferença entre o espírito de autoridade e o espírito de serviço. O objetivo de nossos serviços é colocar a sobriedade ao alcance de todos que a desejarem.

10. Alcoólicos Anônimos não opina sobre questões que lhe são alheias; portanto, o nome de A.A. jamais deverá aparecer em controvérsias públicas.
A.A. não toma partido em nenhuma controvérsia pública. A relutância em polemizar não é uma virtude especial. A sobrevivência e a difusão de A.A. são os nossos objetivos principais. As lições aprendidas com o movimento Washingtoniano.

11. Nossa política de relações públicas baseia-se na atração em vez da promoção; precisamos sempre manter o anonimato pessoal na imprensa, rádio e filmes. ”
As relações com o público são importantes para A.A. As boas relações com o público salvam vidas. Procuramos publicidade para os princípios de A.A., não para os membros de A.A. A imprensa tem cooperado. O anonimato pessoal em nível público é a pedra angular de nossa política de relações públicas. A Décima Primeira Tradição é uma advertência constante de que a ambição pessoal não tem lugar em A.A. cada membro torna-se um guardião ativo de nossa Irmandade.

12. O anonimato é o alicerce espiritual de todas as nossas tradições, lembrando-nos sempre da necessidade de colocar os princípios acima das personalidades.
A substância espiritual do anonimato é o sacrifício. A subordinação dos anseios pessoais ao bem comum é a essência de todas as Doze Tradições. Porque A.A. não podia permanecer como uma sociedade secreta. Os princípios estão acima das personalidades. Cem por cento de anonimato no nível público. O anonimato é a humildade verdadeira.

CRÉDITOS
Trechos extraídos do Livro os Doze Passos e as Doze Tradições – Gravuras do Livro As Doze Tradições Ilustradas – Disponíveis em qualquer Grupo ou Escritório de A.A na íntegra.
Ou em nossa loja virtual ► https://loja-aa.org.br
Site do AA Brasil ► https://aabauru.org/

