A vontade própria é uma das maiores barreiras para a recuperação do alcoolismo. Durante anos, muitos de nós acreditamos que podíamos controlar nossa bebida, que a força de vontade era suficiente. No entanto, a experiência em Alcoólicos Anônimos nos mostra que a vontade própria, quando baseada no egoísmo, nos leva ao desastre.
“Não podemos, com nossa própria inteligência e vontade, nos livrar da escravidão do álcool. Precisamos de um Poder Superior a nós mesmos para nos restaurar à sanidade.” — Os Doze Passos e as Doze Tradições
Vencer a vontade própria não significa anular a nossa individualidade, mas sim aprender a confiar em algo maior. O programa de AA nos convida a entregar a nossa vida e a nossa vontade aos cuidados de Deus, como nós O concebemos. Esse ato de rendição é o começo de uma nova vida.
Quando deixamos de lutar sozinhos e aceitamos a ajuda de um Poder Superior, encontramos serenidade e força para viver um dia de cada vez. A vontade própria, aos poucos, é substituída pela disposição de seguir os princípios espirituais dos Doze Passos.
Hoje, ao refletir sobre este tema, podemos perguntar a nós mesmos: em que áreas da minha vida ainda estou tentando controlar tudo? Posso entregar essas preocupações a Deus e confiar que Ele me guiará?
O Terceiro Passo — “Decidimos entregar nossa vontade e nossa vida aos cuidados de Deus, na forma em que O concebíamos” — é o fundamento dessa transformação. Cada dia é uma oportunidade de renovar essa entrega e experimentar a liberdade que vem ao abandonar o controle ilusório.
