REFLEXÃO DIÁRIA 🔔 17 DE FEVEREIRO 🌍
“O amor que vejo nos olhos deles me mostra o caminho. Quando olho para meus companheiros de AA, vejo um reflexo do amor de Deus – um amor que não precisa de palavras, que acolhe sem julgar, que estende a mão sem esperar nada em troca. É nesse amor que encontro forças para continuar, um dia de cada vez.”
“The love I see in their eyes shows me the way. When I look at my AA fellows, I see a reflection of God's love – a love that needs no words, that welcomes without judgment, that reaches out without expecting anything in return. It is in this love that I find the strength to go on, one day at a time.”
Quando cheguei a Alcoólicos Anônimos pela primeira vez, não sabia o que esperar. Estava quebrado, cheio de medo e vergonha. Mas quando olhei nos olhos daquelas pessoas que me recebiam, vi algo que não conseguia explicar: um brilho, uma paz, um amor genuíno que emanava delas.
Eu nunca tinha visto amor verdadeiro antes – pelo menos não dessa forma. O amor que conhecia era condicional, baseado no que eu podia fazer ou oferecer. Mas o amor que vi nos olhos dos meus companheiros de AA era diferente. Era um amor que dizia: “Você pertence aqui. Você é bem-vindo. Você é amado exatamente como é.”
Com o tempo, entendi que esse amor é a essência da nossa irmandade. É o amor de um Poder Superior que se manifesta através do abraço de um padrinho, do sorriso de um recém-chegado, da mão estendida de alguém que já percorreu o mesmo caminho. É o amor que nos mantém sóbrios, que nos fortalece, que nos transforma.
Hoje, quando vejo um novo companheiro entrar pela porta, reconheço aquele mesmo olhar de quem busca desesperadamente por esperança. E lembro que agora eu também posso ser aquele olhar de amor para alguém. Esse é o verdadeiro milagre de AA: o amor que recebemos se torna o amor que damos.
When I first came to Alcoholics Anonymous, I didn't know what to expect. I was broken, full of fear and shame. But when I looked into the eyes of those who welcomed me, I saw something I couldn't explain: a glow, a peace, a genuine love that emanated from them.
I had never seen true love before – at least not like this. The love I knew was conditional, based on what I could do or offer. But the love I saw in my AA companions' eyes was different. It was a love that said: “You belong here. You are welcome. You are loved exactly as you are.”
Today, when I see a new companion walk through the door, I recognize that same look of someone desperately seeking hope. And I remember that now I too can be that look of love for someone. That is the true miracle of AA: the love we receive becomes the love we give.
